Mostrar mensagens com a etiqueta Resenha. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Resenha. Mostrar todas as mensagens

08/03/2018

"A Coroa", Kiera Cass


Não sei bem como dar a minha opinião acerca dos dois últimos livros da saga A Seleção, é tão diferente, mas ao mesmo tempo tão semelhante. Tenho pena de não haver muitos momentos “Aww”, como havia na seleção do Maxon e da America, como também não os consigo imaginar mais velhos, na minha cabeça continuam dois adolescentes e ainda não se passaram, os ditos 20 anos. Em relação à Eadlyn, adoro-a, mas não torci tanto por ela, como torci pela a America ou pelo Maxon. Em relação aos selecionados os meus favoritos são o Kile e o Hale, mas não havia magia entre os selecionados e a princesa, por isso não tinha um favorito favorito, eram simplesmente os mais queridos e engraçados. Tenho pena de ter acabado, mas estou feliz ao mesmo tempo, não é a mesma coisa se o foco da história não girar à volta da America e do Maxon. 
Adorei a reviravolta deste último livro, não estava nada à espera de que fosse possível tais alterações, sempre tive dúvidas, mas nunca certezas. Para mim, a Eadlyn é uma rainha extremamente inteligente e, sem desvalorizar a America porque não sei como foi o reinado dela, nem da sogra,  três vezes melhor que a avó e do que a mãe. Tivemos hipótese de ver como as pessoas reagiram aos dois herdeiros, tanto ao herdeiro masculino, o Maxon, como o feminino, a Eady e a diferença como as pessoas os tratavam e na confiança que depositavam.
“Deus salve a rainha Eadlyn”

Quando estava a pensar em quem podia ser a Eadlyn, sem a ser a menina da capa, que sinceramente na minha cabeça não lhe faz justiça, depois de ponderar várias imagens e pessoas (Shelley Hennig e Lily Colins) achei que esta imagem era o espelho de Eadlyn, não só por causa da coroa, como também devido ao olhar extremamente poderoso e perspicaz, achei que a Hailee Steinfeld era a minha Eadlyn perfeita.

Chegada a hora de encontrar o gémeo, Ahren, da princesa, não tive muita dificuldade, pois o primeiro rapaz que pensei que viajaria para o outro lado do mundo só para ver a namorada a sorrir, foi a imagem de Augustus (Ansel Elgort, no A Culpa é das Estrelas).

Um dos meus selecionados favoritos é Kile Woodwork, na minha cabeça ele era alto, lindo e tinha óculos, mas no momento em que o Brenton Thwaites   apareceu fez-se luz, não importava que não tivesse óculos, houve um “click”, um chamamento divino que disse “He voluntears as tribute!!”, soube na hora que este menino seria o meu Kile.

Já o Hale, foi mais difícil, andei a ver outros cast de fãs, mas nada me lembrava o Hale, até que no meio de tantas imagens, apareceu a minha salvação, Alex Pettyfer, não é que o achasse igual, não houve nada parecido com um “click”, mas acho que o  Alex estava a falar comigo através das luzes de Natal, tal e qual como o Will falou com a Joyce, no momento em que ele apareceu as minha luzes ficaram um pouco loucas, não sei se foi por ele ser um “gato” ou por estarem já a decidir por mim “É este, escolhe este!”, talvez um pouco de ambos.

A Josie foi um decisão bastante simples, pensei por 10 segundos nela e veio-me logo à cabeça as irmãs Fanning, achei que a Elle fosse a que mais se parecia com a personagem, pois ela tem um ar de mimada, mas ao mesmo tempo parece ser humilde, o que me levou à minha escolha final.

Por último, mas não menos importante, a Neena, eu adoro-a, por isso a escolha tinha de ser feita com cuidado. Logo, no primeiro livro Eadlyn disse que a aia era mulata, pensei por algum segundos, até que a Keke Palmer me veio à cabeça. Achei-a bastante parecida é extrovertida, frontal e bonita, uma combinação perfeita entre a Neena e a Keke, até os nomes das duas são invulgares, têm tudo a ver.

“Maybe it's not the first kisses that are supposed to be special. Maybe it's the last ones.” 
Rita Mendes

31/08/2017

"The Distance Between Us", Kasie West

Sinopse: Seventeen-year-old Caymen Meyers studies the rich like her own personal science experiment, and after years of observation she’s pretty sure they’re only good for one thing—spending money on useless stuff, like the porcelain dolls in her mother’s shop. So when Xander Spence walks into the store, it only takes one glance for Caymen to figure out he’s oozing rich. But Xander keeps coming around, despite her best efforts to scare him off. And much to her dismay, she's beginning to enjoy his company





Livro: The Distance Between Us
Autor: Kasie West
Editora: HarperTeen
Nº de páginas: 312


Li este livro pela primeira vez em 2015, em formato ebook, recentemente comprei uma versão física e fiz a releitura da obra este mês. Não costume reler livros, mas tinha tantas saudades da Caymen que não resisti. The Distance Between Us é o meu livro preferido da autora e um dos meus livros preferidos no geral, e esta segunda leitura foi tão boa ou se possível melhor que a primeira. Adoro o sarcasmo genuíno da Caymen, consegue sempre fazer-me rir, de maneira que também ela está no top da minha lista de personagens favoritas. Sim, é apenas um romance contemporâneo, mas é tão divertido, tão fofo, tão perfeito... Definitivamente, vou ler este livro muitas vezes ao longo da minha vida.

"How come the dog isn't named?" He reads aloud the title on the box. "Peggy and dog"
"Because people want to name their animals after beloved pets."
"Really?"
"No. I have no idea. I can give you the number of Peggy's creator if you want to ask."
"You have the phone number of this doll's creator?"
"No."


"Note to self: Caymen is very good at sarcasm. 
If you're recording notes for an official record. I'd like the word 'very' 
stricken and replaced with 'exceptional'."

Dei 5 estrelas! Eis, os destaques:
O sarcasmo da Caymen, faz-me sempre rir;
* O Xander é a criatura mais fofa de sempre, book boyfriend alert;
* A assustadora loja de bonecas também é um plus nesta história;
* Os "career days" (não sei como traduzir), sempre super divertidos e originais;
* Não é o tipo de romance que te faz revirar os olhos, é o tipo de romance que te faz perguntar: "Onde é que eu arranjo um destes para mim?";
* Pensei em enumerar alguns dos meus momentos preferidos, mas as personagens são tão incríveis, os diálogos são tão bem construídos, e o enredo é tão envolvente que torna a seleção impossível. 


Dentro do género romance contemporâneo jovem-adulto, Kasie West é, sem dúvida, uma das minhas autoras preferidas. No núcleo de cada uma das suas obras esta um cliché, por exemplo: The Distance Between Us (contraste rico/pobre); By Your Side (casal trancado num espaço); The Fill-In Boyfriend (casal a fingir); P.S. I Like You (amor/ódio); On The Fence (romance entre vizinhos)... Contudo, a autora tem a capacidade de pegar num cliché e transforma-lo numa obra divertida, com um interesse real, que consegue sempre surpreender o leitor. Esta capacidade esta em grande parte relacionada com as personagens, independentemente do ambiente em que surgem ou do temperamento que revelam, as suas personalidades surgem sempre de forma natural e genuína. Dito isto, são estas figuras que acabam por dar vida a estas histórias, transformando uma tema trivial numa envolvente e intrigante narrativa.
Jessica Galvão Mendes

26/08/2017

Resenha - The Unexpected Everything

 Sinopse: Andie had it all planned out. When you are a politician's daughter who's pretty much raised yourself, you learn everything can be planned or spun, or both. But that was before the scandal. Before walking an insane number of dogs. That was before Clark and those few months that might change her whole life. Because here’s the thing—if everything’s planned out, you can never find the unexpected. And where’s the fun in that?




Livro: The Unexpected Everything
Autor: Morgan Matson
Editora:  Simon & Schuster Books
Nº de páginas: 519


Não foi o melhor livro que já li, que se passa só nas férias de Verão, mas é muito bom na mesma. A história está muito bem construída, o início é um pouco aborrecido, mas passado aqueles três primeiros capítulos, a história "pega-se" de uma tal maneira que já não se consegue largar o livro. As personagens são incríveis, nada de clichés, o que é ótimo, o grupo de amigas é uma das melhores partes do livro, pois todas elas são engraçadas e acrescentam muito à história. O romance está super adorável, porque primeiro a profissão do Clark é de sonho e segundo ele é tão querido e super giro (na minha mente). O final não foi satisfatório, na minha perspetiva, mas mesmo assim adorei cada momento passado naquele grupo e cada piada e risada que dei. Obrigada Morgan, pelos três dias de euforia e de entusiasmo.



Dei 4 estrelas. Eis, os destaques:
*Melhor personagem- Tom e Toby;
*História super cute da Andy e o Clark;
*O grupo de amigas e a história de como se conheceram;
*O primeiro livro que li em que dão destaque aos animais, principalmente aos cães;
*Adorei o job da Andy, quem me dera que houvesse em Portugal: 
*Diálogos muito engraçados;

" I was concentrating on putting one foot in front of the other, because otherwise, 
all my thoughts would have been focused one the fact that Clark and I were 
holding hands, that somehow, on this walk, something between us had changed."


Decidi comparar o tema desta semana com o livro de Morgan Matson, devido a três simples razões: a primeira é óbvia, um dos principais temas do livro é o verão, assim, tendo em conta que também o tema do nosso cartaz é esta estação do ano, não foi difícil relacionar os dois. A segunda razão tem a ver com o trabalho dela, para deixar claro não sou filha de um político e não vou para campos de verão para ganhar créditos para a escola, porém também eu trabalho nas férias grandes. Mesmo que o meu trabalho não seja tão divertido como o dela, também não é dos piores, trabalho num pequeno café da minha aldeia onde nas horas mortas consigo ler. A última razão pela qual quis confrontar o livro com o tema desta semana foi pelo facto dos animais de estimação deste livro serem os cães. Sempre tive um cão em casa, logo, não podia deixar passar este pormenor. A meu ver, o verão deve ser a estação preferida dos cães, pois significa mais passeios, mais cães na rua para brincar, e para os donos significa que não precisam de se preocupar com a água da chuva e lama em casa.
Rita Mendes

20/08/2017

"A Ilha das Quatro Estações", Marta Coelho

Sinopse: Cat sentia-se sem rumo e não queria ver ninguém.
Tiago só desejava poder voltar a viver como antes.
Misha isolara-se do mundo à sua volta.
Rute precisava de vencer uma batalha muito dolorosa.
Os seus caminhos cruzam-se na ilha e, juntos, preparam-se para enfrentar os seus demónios pessoais. Mas há quem tenha outros planos para eles…






Livro: A Ilha das Quatro Estações 
Autora: Marta Coelho
Editora: Clube do Autor
Nº de páginas: 424
Série: A Ilha das Quatro Estações
Nº de série: 1

Estava bastante curiosa em relação a esta obra, a sinopse era promissora, a autora fez parte da equipa de autores da série Morangos com Açúcar, entre outras, o que só poderia ser um indício positivo. E a conta no Instagram relativa ao livro é bastante ativa, acabando por despertar ainda mais a minha curiosidade. Dito isto, quando o Clube do Autor me enviou o livro fiquei super entusiasmada, acabando por priorizar esta leitura em ralação a outras. Antes de passar à opinião em si, gostava ainda de mencionar que a Carolina (Leituras da Carolina) me acompanhou nesta viagem literária. Obrigada, Carolina!
Assim, apesar das expectativas em si, como já devem ter percebido, já serem altas, esta obra conseguiu ultrapassa-las. Adorei a forma como a autora explorou a saúde mental das várias personagens, sem nunca etiquetar ou quantificar a importância de uma em relação a outra, focando-se apenas no passado individual de cada um e nas respetivas consequências desse percurso. Emocionei-me com estes pequenos quadros que a autora apresentou, derreti-me com o Santi e a Catarina, surpreendi-me com a ilha e os seus mistérios, e diverti-me com as aventuras deste grupo inusitado de amigos. Foi, sem dúvida, uma das melhores leituras do ano até agora, e é impossível não ficar inquieta com um final daqueles, quero muito ler a continuação.


"Ajudou-me a pôr as ideias no lugar. Às vezes, ouvir as histórias das outras
pessoas faz-nos pensar nas nossas, ajuda-nos a tirar conclusões que
estavam cá dentro, bem escondidas."

Dei 5 estrelas e adicionei aos favoritos. Eis, os destaques:
* O romantismo do Santi (as bolachas de amora, o ramo de amores perfeitos com a carta, o desenho do gato...) - Como diria a Rute: "Onde é que eu arranjo uma coisa destas para mim?";
* No fim do Verão, consegui desvendar aquilo que o Santi não se conseguia lembrar, mais isso não alterou em nada as emoções que acompanharam os momentos finais;
* Adorei a maneira como íamos ficando a saber um pouco mais da Ilha a cada estação;
* A revelação final sobre a Lili surpreendeu-me bastante;
* Quero saber mais sobre a ilha, quero saber mais sobre as personagens, quero saber mais sobre este universo no geral. Estou ansiosa pela continuação desta história.
Jessica Galvão Mendes

16/08/2017

"Throne of Glass", Sarah J. Mass

Sinopse: Meet Celaena Sardothien. 
Beautiful. Deadly. 
Destined for greatness.
In the dark, filthy salt mines of Endovier, an eighteen-year-old girl is serving a life sentence. She is a trained assassin, the best of her kind, but she made a fatal mistake. She got caught. Young Captain Westfall offers her a deal: her freedom in return for one huge sacrifice. Celaena must represent the prince in a to-the-death tournament—fighting the most gifted thieves and assassins in the land.



Livro: Throne of Glass
Autor: Sarah J. Maas
Editora: Bloomsbury
Nº de páginas: 404
Série: Throne of Glass
Nº de série: 1

Adoro fazer leituras em conjunto com outras pessoas, é sempre muito divertido partilhar teorias, sensações e discutir o desenvolvimento da obra. Contudo, nunca o tinha conseguido fazer com a minha irmã. Partilhar a estante significa que não conseguimos ler o mesmo livro ao mesmo tempo, por isso tivemos de encontrar uma solução diferente: partilhar a leitura, sem precisar de duas cópias do mesmo livro. Eu comecei, lendo da página 0 à 50, de seguida ela leu da 0 à 100, eu da 50 à 150, ela da 100 à 200 e por aí fora. Embora tivesse tornado a leitura um pouco mais lenta, pois tínhamos de esperar que a outra terminasse a sua parte, foi uma experiência deliciosa e que certamente vamos repetir.
Foi o primeiro livro que li da autora, adorei a forma como escreve, a complexidade das personagens e a singularidade do mundo que esta criou. Celaena, a nossa heroína, cativa o leitor com uma solidez impressionante, sem as inseguranças enfadonhas, muitas vezes presentes nas protagonistas deste tipo de livros, apresenta-se determinada sem perder a ligeireza da sua personalidade sagaz. Imersa neste mundo fantástico que tanto me surpreendeu, estou muito curiosa a conhecer pela mão de Celaena, não só o futuro deste reino, como também o passado deste universo. 
Dei 5 estrelas! Eis, os destaques:
* O triângulo amoroso foi muito bem construído, o Dorian é um fofo, mas adoro o Chaol e a química que ele tem com a Celaena;
* Toda a obra é recheada de ação, há sempre qualquer coisa a acontecer;
* O mistério que abrange todo este universo despertou muito a minha curiosidade;
* As discussões e provocações entre Chaol e Celaena eram sempre momentos muito engraçados;
* Também gostei muito da Nehemia, da sua dedicação ao seu povo e da sua relação com a Celaena.

"It didn't feel like a holiday to celebrate the darkness that gave birth to the spring
light, nor did it feel like a holiday to celebrate the birth of the Goddess's firstborn
son. It was simply a day when people were more courteous, looked twice at a
beggar in the street, remembered that love was a living thing."


Jennifer Lawrence encontrou o centro dos holofotes com a personagem Katniss Everdeen, a eterna Girl On Fire, um exemplo perfeito de uma poderosa personagem feminina. Nesta sentido, decidimos que a resenha desta semana seria sobre Throne of Glass, que também nos apresenta uma marcante heroína feminina: Celaena Sardothien. É importante que este tipo de personagens surjam na literatura e no cinema devido à mensagem que as acompanha, estas tornam-se um modelo a seguir para o público. Deixem nossas meninas serem super heroínas / P´ra que nasça uma Joana D'arc por dia! Assim, embora Katniss e Celaena tenham personalidades completamente diferentes e façam parte de mundos divergentes, ambas nos transmitem a mesma ideia, por vezes, é a rapariga que mata o dragão e salva o príncipe. 
Jessica Galvão Mendes

01/08/2017

"Dias de Sangue e Glória", Lavinia Taylor

Sinopse: Karou, antiga estudante de Arte, quimera revenante e aprendiz de ressurrecionista, tem finalmente as respostas que sempre procurou. Sabe quem é e o que é. Porém, com este conhecimento vem outra verdade que ela daria tudo para desfazer: amou o inimigo e foi traída, e um mundo inteiro sofreu por isso.
Dias de Sangue e Glória encontra Karou e Akiva em lados opostos de uma guerra tão antiga como o tempo.





Livro: Dias de Sangue e Glória
Autor: Laini Taylor
Editora: Porto Editora
Nº de páginas: 440
Série: Entre Mundos
Nº de série: 2

Acabei Dias de Sangue e Glória há 1 semana e mesmo 7 dias e 3 livros depois, não sei da minha cabeça. Amei, simplesmente incrível! Três vezes melhor que o primeiro e o primeiro foi extraordinário. A tradução está ótima e a história continua sensacional. 

"«Ou somos súbditos da vida, ou súbditos da morte», afirmara Brimstone; 
porém, nestes dias de sangue, haviam perdido o luxo de escolher. 
A morte governava-os a todos."


Dei 5 estrelas! Eis, os destaques:
*Melhor personagem: Suzanna;
*Adorei conhecer mais a Suzanna e o Mick, são os dois fenomenais e um casal super fofo;
*Achei brilhante a explicação da urna gigante;
*Estou muito mais in love pelo Akiva;
*Comecei a gostar da Liraz e do Hazel e a relação deles neste livro é de verdadeiros irmãos;
*As novas personagens são incríveis e com um passado que faz querer saber mais. 

Rita Mendes

31/07/2017

"Peripécias do Coração", Julia Quinn

Sinopse: A sensata Kate Sheffield está decidida a encontrar para a sua meia-irmã Edwina um marido de reputação impecável. Mal ela sabe que o visconde Anthony Bridgerton já traçou um plano... que inclui a belíssima jovem! E ele não está habituado a ser contrariado... Embora Anthony seja o solteirão mais cobiçado da temporada, a sua reputação de mulherengo perturba Kate. Ela terá de agir rapidamente, pois Edwina vê com muito bons olhos os avanços do visconde. Frente a frente, Kate e Anthony apercebem-se de que têm mais em comum do que imaginaram. Mas o que os une ameaça separá-los para sempre.


Livro: Peripécias do Coração
Autor: Julia Quinn
Editora: Edições ASA
Nº de páginas: 384
Série: Bridgertons
Nº de série: 2

Este é o segundo livro da série Bridgertons e é também a segunda obra de Julia Quinn que leio, desde já, se for possível, posso falar sobre um padrão que encontrei. Entre outros ingredientes, os livros de Julia Quinn preenchem-se com um bom romance, um conflito intrigante e personagens envolventes, criando um leitura leve e apaixonante. Sendo o tema central os irmãos Bridgerton, no final de cada livro, o leitor não consegue evitar sentir-se curioso sobre a história do próximo irmão ou irmã. Dito isto, por favor reponham o quarto volume no mercado, não quero nada ter de o comprar na edição inglesa e estragar a coleção.


Dei 4,25 estrelas! Eis, os destaques:
*A naturalidade de Kate e a casmurrice do Anthony resultaram em cenas muito caricatas e engraçadas;
*O episódio do jogo ao ar livre, destacou-se, sem dúvida, como um dos melhores momentos do livro;
*O Colin continua super engraçado e conseguimos descobrir um pouco da personalidade de Eloise, acho que temos em mãos uma poderosa e refrescante diva;
*A Daphne e o Simon apareceram por pouco tempo, mas esse pequeno momento valeu a pena;
*O único ponto negativo foi as parecenças com o livro anterior relativamente ao desenvolvimento da história, as personagens eram diferentes, o enredo e o conflito eram diferentes, mas a forma como a autora encontrou a solução não foi inédita.

"Não há nada como um pouco de competição para despertar 
o pior de um homem - ou o melhor de uma mulher."

27/07/2017

"O Demónio da Garrafa", R. L. Stevenson

Sinopse: Em "O demónio da garrafa", Stevenson narra a história de Keawe, um homem humilde e honrado que se depara com uma garrafa que concretiza os desejos daquele que a possuir. Todavia, está amaldiçoada: se o proprietário falecer na posse da garrafa, a sua alma arderá no Inferno. Seguindo a tradição do doutor Fausto, o conto de Stevenson parece propor a seguinte questão: Poderá um indivíduo fazer um pacto com o diabo e sair impune?





Livro: O Demónio da Garrafa
Autor: R. L. Stevenson
Editora: Ara Llibres
Nº de páginas: 79
Série: Livros Bilingues
Nº de série: 13

Terminei este pequeno conto no dia 22 e adorei! É sem dúvida um dos melhores desta coleção de contos do Correio da Manhã. Uma aventura cativante que explora o poder do desejo, a amplitude da ambição, o infortúnio do descontentamento e os imprevistos do destino.

Dei 4.25 estrelas! Eis, os destaques:
*É uma história finalizada, integral. Outros contos desta coleção não transmitem esta mesma sensação, parece que falta sempre alguma coisa ou o tema central é de tal maneira vago que torna o conto confuso. 
*Gostei das questões morais colocadas;
*Histórias sobre tradições ou lendas agarram-me sempre, adoro estas narrativas populares. 


"E apenas se deu por satisfeito por ter mais horas a sós para pensar no seu destino e não se ver condenado com tanta frequência a exibir um rosto sorridente quando tinha o coração em sofrimento."

22/07/2017

"A Cada Dia", David Levithan

Sinopse: A cada dia um novo corpo. A cada dia uma nova vida. A cada dia o mesmo amor pela mesma rapariga. A cada dia, A acorda no corpo de uma pessoa diferente. Nunca sabe quem será nem onde estará. A já se conformou com a sua sorte e criou regras para a sua vida: Nunca se apegar muito. Evitar ser notado. Não interferir. Tudo corre bem até que A acorda no corpo de Justin e conhece Rhiannon, a namorada de Justin. A partir desse momento, as regras da vida de A não mais se aplicam. Porque, finalmente, A encontrou alguém com quem quer estar a cada dia, todos os dias.




Livro: A Cada Dia
Autor: David Levithan
Editora: Topseller
Nº de páginas: 288
Série: Every Day
Nº  de Série: 1

Ontem, terminei o livro A Cada Dia de David Levithan, uma leitura que partilhei com a Rita (House Full of Books). É sempre ótimo partilhar teorias com ela, obrigada pela paciência, RitOra. Mais destas virão, estou certa. 
A ideia base deste livro é super original, embora alguns pontos não sejam totalmente explicados, deixando alguma confusão em certas partes. Por exemplo: Como é que ele sabe quando é que faz ano? Se ele consegue aceder a tudo menos aos sentimentos, como é que ele não sabe falar a língua da pessoa em questão? Como é que ele aprendeu a falar ou a andar, se cada bebé tem o seu próprio ritmo de crescimento? Ou seja, há várias perguntas que ficaram por responder, mas no geral é uma ideia muito original e que implica alguma reflexão por parte do leitor. No geral, excedeu as minhas expectativas, fez-me pensar várias vezes e deixou-me com curiosidade para ler os outros dois livros.


Dei 4 estrelas! Eis, os destaques:
* Houve certas personagens que adorei conhecer como a rapariga transexual, o rapaz que foi ao funeral do avô e a rapariga que estava a pensar cometer suicídio. Histórias tão diferentes e todas cativantes à sua maneira;
* Gostei do final. Não estava a perceber como é que o autor iria resolver a situação, mas acho que escolheu o caminho certo;
* Se fosse ele, teria procurado um padrão pelos corpos em que passava, de maneira a ter uma pequena noção sobre o amanhã;
* Não percebi como é que ele conseguia ser tão cético sobre todas as religiões, se ele próprio era um ser sem explicação.

12/07/2017

"Ponto Sem Retorno", Gabriela Simões

Sinopse: Giselle Levy é meio-bruxa e vive isolada do mundo o o seu avô, escondida do olhar do rei. (...) numa tentativa de sobreviver, foi apanhada e chantageada por um dos príncipes de Kendrad, Cristian, que promete não a entregar, se ela for trabalhar para o palácio. (...) onde terá de lidar com as constantes tentativas de sedução do príncipe Cristian, os misteriosos olhares de príncipe  Eli, os encontros escondidos com o seu melhor e único amigo, Rylan, e uma rei desumano com segredos obscuros.




Livro: Ponto Sem Retorno
Autor: Gabriela Simões
Editora: Edições Vieira da Silva
Nº de páginas: 238
Série: Giselle
Nº de série: 1

Por norma uma obra de fantasia é sinónimo de uma leitura mais pesada, no sentido em que implica explorar um mundo diferente, criado pelo autor. Neste sentido, o termo "leitura leve" está mais associado à literatura contemporânea, tanto jovem adulta como a famosa "chick lit". Contudo, esta obra surpreendeu-me ao ajustar-se neste tipo de literatura mais leve e rápida, que exclui a necessidade de uma concentração extrema. Dito isto, acho que é uma bom livro para quem procura este tipo de literatura mais ligeira e momentânea, o modelo adequado para uma tarde de verão na piscina ou uma manhã de inverno chuvosa. 
No entanto, o livro tem alguns problemas impossíveis de ignorar. Grande parte da história é construída seguindo clichés ou aspetos presentes noutras obras conhecidas dentro do género. A título de exemplo, Giselle caça para sobreviver e partilha estes momentos difíceis com o melhor amigo, que cuida da sua respetiva família (Jogos da Fome), acaba a viver no palácio real (A Seleção) ou a revelação final (a mesma que em A Cidade dos Ossos). Adicionalmente, o final, apesar de em parte ter sido imprevisível (o atributo inesperado de Eli e o feitiço relativo ao avô), surge de forma forçada e conveniente.


Ainda assim, para mim o maior problema tem a ver com a construção dos diálogos, estes não surgem como genuínos mas sim como fabricações ilegítimas, retirando credibilidade às personagens. Outra questão é a dificuldade em respeitar a regra "Show, don't tell". Consequentemente, o leitor não consegue explorar o mundo por si, sendo constantemente bloqueado por descrições que dizem em vez de mostrarem. Por fim, a nossa protagonista sofre drásticas mudanças de humor devido aos seus poderes (neste mundo, é um dos efeitos secundários da magia), esta constante indignação e nervosismo com todos à sua volta, na maioria das vezes, soava mais a birra do que a mudança de humor, tornando a personagem um pouco irritante. 
Finalmente, não posso deixar de mencionar que fiz esta leitura em conjunto com duas meninas super queridas, que conheci no Bookstagram: a Mariana (Banal Girl) e a Marta (The Book Mermaid). Obrigada, meninas, adorei esta partilha de reflexões, espero vir a fazer mais "buddy reads" com vocês.