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19/05/2015

"Nas Asas do Amor", Sarah Sundin

Sinopse: Allie nunca foi suficientemente bonita para agradar à sua deslumbrante mãe, por isso fará qualquer coisa para ter a sua aprovação, até casar com um homem quer não ama. Enquanto Allie quase se resigna ao seu destino, o tenente Walter Novak – destemido na cabina de pilotagem mas tímido com as mulheres – vai a casa na sua última semana de licença antes de ser enviado para combater na Europa durante a 2ª Guerra Mundial. Walt e Allie conhecem-se e o seu amor pela música junta-os, fazendo-os começar uma correspondência que mudará as suas vidas. Enquanto as cartas vão e vêm entre a base de bombardeiros de Walt e a mansão de Allie, a amizade que cresce entre ambos une-os. Mas serão capazes de resolver os segredos, compromissos e expetativas que os separam e lutar contra o próprio destino? E conseguirão voltar a juntar-se?
Livro: Nas Asas do Amor
Autor: Sarah Sundin
Editora: Quinta Essência
Nº de páginas: 454
Série: Asas de Glória
Nº da série: 1

Nas Asas do Amor, é um livro deslumbrante sobre amor, sacrifício, fé, coragem e redenção, numa época assombrada pela guerra, mas acompanhado por umas pitadas de humor e de notas musicais. Uma história envolvente, de encontros e desencontros, com personagens encantadoras, humanas e puras, que tanto nos coloca na cabine de um B-17 durante bombardeamentos como num clube de leitura de uma pequena igreja. Este livro ensina-nos sobretudo que por vezes, vale a pena lutar por aquilo em que acreditamos, mesmo que isso vá contra as convenções da sociedade, ou até mesmo dos nossos pais. Tendo em conta a época retratada, Allie revelou ser um belo exemplo de coragem, evitando o conformismo e lutando pela sua felicidade e é bastante interessante observar ao longo da ação como as suas ideias iniciais acerca da vida e do mundo se vão alterando à medida que vai conhecendo Walt. 
Sarah Sundin é sem dúvida uma escritora fabulosa, que me cativou desde o primeiro momento e que adorei conhecer e por isso, estou ansiosa para ler os próximos volumes de ‘Asas de Glória’. 
Rita Valamatos

25/10/2014

"Ah, mas eu tenho livre arbítrio"

*Fonte*
Há quarenta anos, ansiava-se por liberdade para se ser livre de transmitir uma opinião ou um pensamento, sem ter medo das consequências que esse gesto, tão simples, poderia trazer. Hoje em dia anseia-se por mais tempo, que dê para o povo expressar tudo o que lhe vai na alma. O problema não está aí, mas sim naquelas que possuem excesso de liberdade própria. Tenho uma certa aversão por essas pessoas que dizem tudo o que lhes vem à cabeça, só porque, dizem elas, têm livre arbítrio para o fazer. O problema está na atual definição da palavra liberdade. Ter liberdade, livre arbítrio ou direito a ter uma opinião não são sinónimos de insulto ou falta de respeito. Sim, porque nos dias que correm é isso que acontece. Sempre aprendi que a minha liberdade termina onde começa a do próximo. Mas isso já é pouco importante. As pessoas insistem em dar a sua opinião, mesmo quando ninguém lha pede, e porquê? Porque têm livre arbítrio! É algo do género: ‘’Olha, eu digo o que eu quiser, tenho livre arbítrio’’. Ah, pois é, lá está o livre arbítrio. Argumento automático após o insulto.
    Eu não quero com isto dizer que a liberdade não é importante, que não a deveríamos possuir, ou que era melhor como se vivia antigamente, porque a liberdade é, sem dúvida, a melhor forma de uma pessoa se expressar. Acho apenas que têm de haver certos limites. Estar perto de alguém que tem uma necessidade constante de manifestar a sua opinião, que tem sempre algo a dizer sobre o assunto, ou pior, que acha que sabe tudo (mas isso é outra questão), é no mínimo, desagradável. No entanto, pior são mesmo aquelas que insultam e criticam tudo e todos, a toda a hora, porque ‘’vivem num país livre’’. Em primeiro lugar, não revela que têm uma personalidade forte e que estão simplesmente a ser elas próprias. Em segundo lugar, não revela que são pessoas honestas e realistas. E em terceiro lugar, NÃO É LIBERDADE DE EXPRESSÃO! Partir para o abuso verbal, ou até mesmo praticar bullying, não é liberdade de expressão, pois a partir do momento em que as opiniões ofendem a pessoa a quem se está a ser dirigido, mostra apenas uma grande falta de educação. A liberdade não é desculpa para tudo.
*Fonte*
    Não me querendo alongar mais, até porque este tema dava umas boas horas, não de conversa, mas de escrita, deixo aqui uma pequena nota, para todos aqueles que adoram expressar a sua liberdade de expressão a todo o custo:
Por favor, parem de dizer (e fazer) tudo o que vos apetece, só porque pensam que podem. Não, não podem. Principalmente, porque não faz de vocês pessoas engraçadas, interessantes ou inteligentes. Dêem a vossa opinião, sim, quando vos for solicitada ou quando acharem que devem dá-la (e isso não é a toda a hora!). Não se esqueçam que todas as pessoaspossuem a mesma liberdade que vós, têm uma opinião, livre arbítrio, capacidade de pensar e acima de tudo, vão sempre saber algo que vocês não sabem. Usem a vossa liberdade pessoal, mas com respeito ao próximo e à própria liberdade, que não foi conquistada e merecida por acaso. Não temos de gostar de tudo e de todos, mas sim aprender a respeitar. Ou se querem um conselho mais simples, guardem as vossas opiniões para vocês, quando ninguém as pede.
Rita Valamatos