03/05/2014

Filmes no meu abril, traduziu-se nisto...

O que mais me preocupava era a personagem do Tobias, pois ele tem uma personalidade tão definida no livro que a sua imagem podia ser, facilmente, "arruinada". No entanto, isso não aconteceu e o filme superou as expectativas (que por sinal eram altas), o mundo das fações de Veronica Roth está, incrivelmente, bem representado e fascina qualquer um. 


Conta a vida de três escritores e não é apenas mais uma comédia romântica. É um filme que tem qualquer coisa a dizer, que tem algo a nos oferecer, no fim temos um pouco mais do que tínhamos no início. E para além do extraordinário elenco, conta com uma fenomenal banda sonora .












Não sou fã de crepúsculo, mas está na hora de terminar com o preconceito sobre os vampiros. O filme é baseado numa série de  livros de Richelle Mead, as personagens possuem uma individualidade genial, concedendo ao filme um ritmo próprio. E claro, sendo dirigido por Mark Waters, a comédia é indispensável.











02/05/2014

Um levemente agressivo pensamento sobre prazos

Na escola, a necessidade de estabelecer prazos limite para a entrega de trabalhos é incontestável, ou quase isso. Sem a data marcada no calendário, certamente, o trabalho não seria feito. Pelo menos da minha parte não seria, pois a véspera da entrega do trabalho corresponde ao meu momento mais produtivo. Porém, fora da escola quando se pretende atingir um objetivo pessoal, será positivo estabelecer uma data limite? Por um lado, o stress e o cansaço vêm como extras, mas o objetivo será cumprido. Por outro, sem o prazo, o trabalho pode arrastar-se por muito tempo e, muitas das vezes, nem ser cumprido, ainda que, o stress e o cansaço não sejam um problema. Eu acho que depende do trabalho em si, pois se o objetivo é passar o tempo, a palavra divertimento é dos ingredientes, logo colocar o fator obrigação não fará qualquer tipo de sentido. No entanto, se o objetivo é um pouco mais sério, iniciar um ritmo de trabalho é, talvez, o ingrediente principal. Então, o prazo pode retirar grande parte da satisfação de fazer alguma coisa, mas, simultaneamente, oferece a maior satisfação, a satisfação de objetivo cumprido.

01/05/2014

Isto não é uma nota de suicídio (#5)

Acho que gostaria mais se fosse na perspetiva da Sofia. Meio excêntrica, meio misteriosa, a personagem chama à atenção desde o início até ao trágico final. Fala sem pensar, da mesma forma como age sem pensar, apesar de muito da sua personagem ficar por desvendar.

28/04/2014

Na dúvida, defenda!


   Na data que marca o calendário de hoje, o Portugal de outrora, cheio de reconhecimento mundial, encontra-se obstruído. O lusitano que conquistou o mundo no século XVI, hoje permanece ignorado, na ponta encoberta da Europa.
   A crise assombra-nos a posição na lista dos países mais iluminados, encolhe-nos, torna-nos invisíveis. E quais as vantagens de ser invisível num mundo que procura e anseia pelo brilho e pelo destaque? Já lá vai o tempo em que o dinheiro não era problema, em que o ouro do Brasil se acumulava nos cofres lusitanos, em que nos sentávamos em tronos dourados e apreciávamos o mundo de cima. Nos dias que passam, países como a Alemanha flutuam sobre as nossas cabeças em troca de pão e água. Sorriem, como se fossemos uma piada secreta que só eles são, suficientemente, inteligentes para perceber. Mas sejamos diretos para não sermos estúpidos: como lutar contra quem não se pode alcançar? Os gigantes cofres, agora despidos de riquezas, escondem-nos do mundo e empurram-nos para o esquecimento.
A situação agrava-se com o meio lusitano, com o português que sendo português se esquece de o ser. Os portos que se enchiam de estrangeiros desejosos de Portugal, hoje enchem-se de meios lusitanos desejosos de tudo, menos de Portugal. Sai o pobre que tem fome de trabalho, sai o rico que tem fome de poder, sai o velho que não encontra soluções, sai o novo que procura oportunidades. E dentro do balão, para os que ficam, apesar de mais espaço, há menos ar.
   Mas se é preciso ousadia para criticar o nosso país, é preciso em igual número para o defender. Na dúvida, defenda! Porque o povo português tem uma riqueza simples, a riqueza do altruísmo, da alegria contagiante, da abundância de carinho, da felicidade em oferecer.  Só faz falta acreditar, ter um pouco de ambição, pois entre os que podem inverter esta situação encontramos a nossa nação. Ao longo destes vários séculos provámos, várias vezes, o nosso valor, mas em vez de relembrar histórias passadas, vamos olhar para o futuro e assumir o compromisso de recuperar essa posição, a nossa posição. Somos a definição de um país patriota, agarrado ao verde e vermelho, temos tudo o que é preciso, só perdemos por falta de garra. Poderemos não conquistar o mundo, mas pelo menos saltámos, tirámos os pés do chão, marcámos presença.
   Em algum lugar nesta terra escolhida, alguém brinca, alguém vê o sol nascer, alguém ri, alguém canta, alguém dança, alguém sonha, alguém tem esperança e esse lugar é aqui. Porque os gregos, os espanhóis e os italianos podem ter caído, mas os gregos, os espanhóis e os italianos não são portugueses. Se queremos a mudança, precisamos exigi-la.

07/04/2014

Isto não é uma nota de suicídio (#4)

Durante as férias
Vamos sair:

Eu: Posso ficar em casa?
(Mãe responde com aquele olhar)

Mãe:

Acabamos por sair e eu continuo a tentar:

Chegamos ao local:

Mãe:

Eu:

05/04/2014

Ligações Tranquilas (#4)

Melancia, Marian Keys
Para combinar com o sofrimento de Claire após a separação.

04/04/2014

Listinha de músicas

Finalmente férias. Estava difícil de acabar este segundo período. 
Eis aí uma lista de músicas para o inicio deste pequeno paraíso.  

09/03/2014

Oscars #4

Melhor apresentadora de sempre
 Sim, Ellen Degeneres é só incrivelmente fantástica ao cubo. Algumas provas:
O monólogo introdutório, por outras palavras... a entrada a matar.
A mais épica selfie de todos os tempos, que arrasou o twitter.
A entrega de pizza no lugar mais improvável. 
A mais bem vestida.
E ainda teve tempo de pedir uns trocos.

08/03/2014

Oscars 2014 #3

Casal Perfeito
Ok, eles transpiram arco-íris e unicórnios quando estão juntos.  A sério, enquanto eles estavam a apresentar eu não consegui parar de pensar nisto. Eles ficam perfeitos! Façam um filme ou um filho, não sei, mas façam qualquer coisa.   

07/03/2014

Oscars 2014 #2

Jenifer Lawrence
Sim, mais uma, mais uma queda, mais uma queda cheia de classe. Da primeira vez levou um oscar, desta vez ia levando o vestido da senhora da frente. Pelo menos levanta-se sempre. Vamos admitir, vestidos longos e sapatos de salto alto, simplesmente, não combinam com ela. É muita trapalhice para pouca pessoa. 
Adorei a personagem dela no American Hustle, ela merecia sem dúvida o oscar, mas por outro lado também  não posso dizer que a Lupita não o merecia... O que é certo é que só uma o poderia levar e a Jenifer, para além de já ter um em casa, contenta-se com a pizza. 

06/03/2014

Oscars 2014 #1

Pobre Dicaprio
Não dá como não sentir pena. Na apresentação das nomeações, quando apareceu a personagem dele, o público começou aplaudir mais alto e a gritar, mas nem isso foi suficiente. Está destinado. Não digo que o Matthew McConaughey não merecesse (ainda não vi o filme), mas, pronto. Se o Leonardo Dicaprio consegue sobreviver aos oscars todos os anos, nós conseguimos sobreviver ao fim das mini férias.

17/02/2014

Isto não é uma nota de suicídio (#3)


Modo belita: quando sentes demasiado, tens as emoções à flor da pele, vives 200% a emoção, estás em modo belita (sendo que belita se refere a Florbela Espanca).

01/02/2014

Associação de imagem à obra "Morreste-me", de José Luís Peixoto

Quando um mundo te leva a outro. Quando um pensamento te recorda outro. Quando uma fotografia te leva a um livro. Terá esta experiência um nome? Não sei, talvez num outro idioma, numa vivência diferente exista uma palavra que descreva este voo de ideias. Eu, chamo-lhe: Ligações Tranquilas.
Há ligações que são mais previsíveis, consideradas naturais, por exemplo, ouvir o nome de um conhecido liga-nos imediatamente à sua imagem ou ouvir a palavra “verão” e ligar imediatamente a férias. No entanto, mesmo essas ligações são difíceis de se explicar, é necessário conhecimentos científicos, lógica e paciência. Nutrientes que não fazem parte dos meus cereais. Assim, explicar uma ligação mais abstrata, neste caso, a ligação de uma imagem de um par de luvas de boxe gastas, à obra Morreste-me, de José Luís Peixoto, é (devido, sobretudo, aos meus cereais pouco nutritivos) uma tarefa quase irrealizável. Porém existe um “quase” e onde existe um “quase”, existe esperança.
A cor da fotografia corresponde com a cor do livro, com a cor da dor, da tristeza, do luto. Corresponde com a cor de um filho que perde um pai, de uma alma que recorda o falecido, de um espírito que procura o inexistente. A posição e condição das luvas remete para o fim de algo, talvez de uma carreira, de um jogo ou de um treino, transmitindo cansaço, transmitindo memórias, transmitindo vida. Um cansaço de lidar com a angústia, memórias de quando aquele par de meias ainda tinha duas meias, vida que contínua ainda que falte a sua vida. É, então, necessário aprender a lidar com a perda e seguir em frente, é o fim daquele iogurte, mas há mais no frigorífico, caso contrário, há na mercearia ou no supermercado, resta apenas erguer o corpo para o alcançar.
Em suma, este voo de ideias não tem comandante, logo é difícil ao passageiro explicar o destino que o avião tomou. 

Portefólio... quase acabado

Só me falta um texto e termino o portefólio de literatura, mas parece que não consigo pensar, que esgotem todos os meus pensamentos. Oh vida!