"A mim parece-me que se tu ou eu devemos escolher entre dois rumos, de ação ou pensamento, devemos de nos lembrar da morte. E viver de modo a que a nossa morte não traga prazer ao mundo."
As descrições de Virginia Woolf, em Mrs. Dalloway, que mostram ao leitor a cidade de Londres e os seus mais imprevisíveis habitantes quase de uma forma cinematográfica, geram uma lembrança de vários capítulos da novela Lado a Lado. Quanto às semelhanças, essas descobrem-se nas ruas, nos edifícios, nas roupas, no diálogo, nos costumes e nos mais característicos momentos.
Chegou a encomenda que fiz na última promoção da Fnac. São três livros de praia (chick lit): Louca por Compras, de Sophie Kinsella; A Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata, de Mary Ann Shaffer e Annie Barrows; e, ainda, A pensar em ti, de Jill Mansell. Por fim, como estavam em promoção, comprei dois clássicos: Mrs. Dalloway, de Virginia Woolf; e O crime de Lorde Artur Savile e outros contos, de Oscar Wilde.
Sinopse:A tua escolha pode transformar-te - ou destruir-te. Mas qualquer escolha implica consequências, e à medida que as várias fações começam a insurgir-se, Tris Prior precisa de continuar a lutar pelos que ama - e por ela própria.
À medida que o conflito entre as diferentes fações e as ideologias de cada uma se agita, a guerra parece ser inevitável. Escolher é cada vez mais incontornável... E fatal. Transformada pelas próprias decisões mas ainda assombrada pela dor e pela culpa, Tris terá de aceitar em pleno o seu estatuto de Divergente, mesmo que não compreenda completamente o que poderá vir a perder.
Livro: Insurgente
Autor: Veronica Roth
Editora: Porto Editora
Nº de páginas: 376
Ao contrário de Divergente, inicialmente, a leitura desta obra não me motivou muito, de maneira que a evitei durante algum tempo. No primeiro livro da série, a narrativa leva-nos a 120 km/h e sem dar por isso, encontramos o último ponto final. O que se espera de uma moderna trilogia distópica encontramos num único livro, Divergente, isto é, a apresentação das personagens e do mundo, a introdução de algumas questões importantes, o início de um conflito e, finalmente, a guerra. Assim sendo, o que sobra para o segundo livro?!
Shailene Woodley (Tris); Theo James (Tobias); Neil Burger (Diretor); Veronnica Roth (Escritora).
Finda a leitura dos primeiros capítulos, tudo indicava que se tratava de um típico livro de ligação, no entanto à medida que a ação prosseguia, mais questões se iam impondo. O leitor acompanha a jornada que a personagem principal faz à procura de respostas, enquanto, simultaneamente, vive a sua própria jornada, partilhando a confusão e ansiedade da mesma. Por fim, com o alcance da revelação final, todos os acontecimentos anteriores são explicados, ainda que esta revelação altere a dimensão da trilogia e a luta perca o seu sentido. Assim sendo, as expetativas para o terceiro livro são bastante altas.
Insurgente não é apenas a ligação à conclusão da trilogia, é o gigante salto de renovação que inicia a conclusão.
Durante a leitura de Insurgente ouvi várias vezes a música "Red", de Daniel Merriweather, acho que é uma boa banda sonora para os conflitos entre a Tris e o Tobias, durante a maior parte do segundo livro da série de Veronica Roth.
Ontem, enquanto assistia ao So you think you can dance, no segundo em que esta peça começou, recordei a eterna disputa entre Rebeca e Amaranta, na obra Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Marquez.
É de partir o coração ver o Peeta e a Johanna assim... Porém, o mais impressionante é a aparição do Beetee, eu gritei de entusiasmo no fim no teaser, mal posso esperar pela estreia.
Sinopse: Quando um cometa vermelho surge nos céus de Westeros encontra os Sete Reinos em plena guerra civil. Os combates estendem-se pelas terras fluviais e os grandes exércitos dos Stark e dos Lannister preparam-se para o derradeiro embate. No seu domínio insular, Stannis, irmão do falecido Rei Robert, luta por construir um exército que suporte a sua reivindicação ao trono e alia-se a uma misteriosa religião vinda do oriente. Mas não é o único, pois o seu irmão mais novo também se proclama rei, suportado por uma hoste que reúne quase todas as forças do sul. Para pior as coisas, nas Ilhas de Ferro, os Greyjoy planeiam a vingança contra aqueles que os humilharam dez anos atrás. O que os Sete Reinos não sabem é que nada disto se compara ao derradeiro perigo que se avizinha: no distante Leste, os dragões crescem em poder, e não faltará muito para que cheguem com fogo e morte!
Livro: A Fúria dos Reis
Autor: George R. R. Martin
Editora: Saída de Emergência
Nº de páginas: 480 Coleção: Bang!
Comecemos por Joffrey, ainda um rapaz, deseja guerra e pescoços cortados, é imprudente e insuportável, não ouve os seus conselheiros, só pensa em brincar com a sua espada. É um D. Sebastião, a única diferença é que este tem uma perspicaz mãe, que o impede de se matar a ele próprio. Segue-se Robb Stark, o rei do norte, procura a vingança a cima da paz. Na casa Baratheon, encontram-se os irmãos Stannis e Renly, demasiado arrogantes e altivos para encontrarem a razão, com um enorme desejo de poder e de reconhecimento, colocando de lado o bem-estar do reino. E, ainda, os Greyjoy, onde a organização e a estabilidade não se fazem sentir. Por fim, Daenerys que se prepara para recuperar o trono, esta desfruta da vantagem de ninguém saber que continua viva, muito menos da existência dos seus dragões e da sua hoste.
No maravilhoso mundo de George R. R. Martin tudo é imprevisível e surpreendente, as páginas voam e a passagem do tempo não é do conhecimento do leitor. Entrar nos sete reinos é entrar num mundo à parte, onde tudo é diferente, desde os nomes ás estações do ano, dos costumes às expressões utilizadas. Através das palavras de Martin, o leitor parte ao descobrimento dessa dimensão e das personalidades que lhe dão vida e o habitam.
A música, que liguem ao terceiro livro das "Crónicas de Gelo e Fogo", lembra-me, sobretudo, o desespero de Arya Stark, mas acredito que também se possa relacionar com os sentimentos de outras personagens.
O Despertar da Magia, de George R. R. Martin, é a minha nova aquisição, comprei-o nesta terça-feira, na fnac, pois estou quase a terminar o terceiro livro da série "As Crónicas de Gelo e Fogo".
Já não falta muito! Estou muito ansiosa, mas ao mesmo tempo não sei o que esperar do filme. Eu gostei bastante da conclusão da trilogia no livro, mas no cinema ela vai ser divida e isso preocupa-me um pouco. Tirando isso, tendo em conta o final do Catching Fire, as expectativas estão bastante altas.
É verdade. Aparentemente, trata-se de uma distopia, baseada nas diferenças sociais, conta a história de Lex e Livia, duas raparigas com super poderes. Mandem-me prender, mas eu estou curiosa. Será que há alguma industria que esta família não irá experimentar?!
Adorei este comentário no GoodReads: "I only want to read this so that I can have the satisfaction of saying that Kim's sex tape had a better plot and a more powerful climax." Blythe.
Esta música (Beside You - 5 Seconds of Summer) trouxe-me à memória o Finnic Odair (Jogos da Fome: Catching Fire) e o desassossego provocado pela necessária separação entre este e Annie.
Conta a história de uma rapariga, Avery, que é obrigada, pelos pais, a passar o verão numa pequena cidade espanhola com a sua tia. Esta está preparada para o pior verão da sua vida, mas as coisas começam a melhorar quando ela choca, literalmente, contra Teo Montez.
Apresenta-nos Lea Wilson e River Parker, o tipo de adolescentes que não se misturam. Porém a vida de ambos é, completamente, alterada quando, devido a um problema com a casa de Lea, a família da rapariga é convidada a ficar na casa da família Parker, enquanto o problema não se resolve.
Waverly é de Vermont. Ela e o sol, simplesmente, não combinam. Após o divórcio dos pais, ela é enviada para Holden, na Florida, para passar uns meses com a sua tia, Rachel. É, então, que conhece Blake, o vizinho da tia e o seu exato oposto. Waverly está decidida a evita-lo a todo o custo, porém a situação muda quando Blake descobre o seu segredo mais embaraçoso.
Após perder os pais num acidente, Lillian terá agora de embarcar numa verdadeira missão - sobreviver à faculdade. Esta precisará de todas as suas forças para enfrentar o arrogante Noah Sky. Resta saber como o conseguirá fazer sem desistir.
Sinopse: Naquela manhã de Fevereiro, quando Mia, uma adolescente de dezassete anos, acorda, as suas preocupações giram à volta de decisões normais para uma rapariga da sua idade. É então que ela e a família resolvem ir dar um passeio de carro depois do pequeno-almoço e, numa questão de segundos, um grave acidente rouba-lhe todas as escolhas. Nas vinte e quatro horas que se seguem, Mia, em estado de coma, relembra a sua vida, pesa o que é verdadeiramente importante e, confrontada com o que faz com que valha mesmo a pena viver, tem de tomar a decisão mais difícil de todas.
Livro: Se eu Ficar
Autor: Gayle Forman
Editora: Editorial Presença
Nº de páginas: 216
Coleção: Noites Claras
Um livro leve, que nos toma e não nos liberta até à última palavra, até ao último ponto. Um livro simples, que nos oferece uma dúvida, que no meu caso, ainda não foi esclarecida. Um livro de verão para uma leitura descontraída na praia, um livro de inverno para uma leitura de cobertores e de leite com chocolate.
Se eu ficar, de Gayle Forman, obrigou-me a ficar, a ficar acordada até às três da manhã, num dia de semana, para o terminar. Ao contrário de Mia, não tive escolha, não podia simplesmente ir dormir e terminar no dia seguinte, estava aprisionada, não tanto às palavras, mas mais às personagens e respetivas histórias. As palavras são claras e leves, de modo que não é a sua simplicidade que nos chama à atenção. Aquilo que brilha são as personagens, que apesar de serem evocadas, ao longo da maior parte da obra, através das memórias de Mia, possuem personalidades bastantes distintas, com caraterísticas muito individuais. E também as referências musicais que percorrem o livro como Nirvana, Ramones, James Taylor, Sonic Youth, Melvins, entre outros.
Ao longo das visitas que Mia vai recebendo ao longo da obra, esta vai encontrando um nível de paz elevadíssimo, e uma das coisas que mais me impressionou nesta leitura foi a facilidade com que a paz dela é transportada para o leitor. Ao encontrar a paz de Mia, também o leitor fica tranquilo, e essa tranquilidade que alcançamos permite-nos aceitar e compreender qualquer decisão que a personagem venha a tomar.
A obra foi adaptada para cinema e o respetivo filme sairá a 22 de Agosto, nos Estados Unidos. Conta com Chloe Grace Moretz (Kick-Ass) que interpreta Mia Hall, Mireille Enos (Gangster Squad) que interpreta Kat Hall, Liana Liberato (Stuck in Love) que interpreta Kim Schein, entre outros.
A segunda peça, O Avejão, a minha preferida entre as duas, lembrou-me este vídeo do Porta dos Fundos, talvez pelo tema ou pela maneira como a religião é apresentada.
Apresento-me ao dia pronta a enfrentar capítulos tão longos e tão ricos como os de Saramago. Aborreço-me com esta ágil dinâmica urbana como Jane Austen se aborrecia com o sexismo do século XVIII. De feição alerta, sorrio às particularidades da vida como se fossem fragmentos do realismo mágico de Gabriel García Márquez. Detentora de uma curiosidade imensa, procuro a magia que J. K. Rowling encontrou em Hogwarts. Assim, inspirada pela imortalidade da literatura, pelos caminhos da criatividade, procuro as respostas mesmo antes de existirem perguntas.
Colaboradora
Olá!! Eu sou a Rita Mendes, sou irmã da Jessica e decidi que queria escrever no blog dela e ela como irmã mais velha exemplar, deixou… Sou Slytherin; com o azar que tenho provavelmente seria selecionada como tributo; e nunca encontraria o armário para Nárnia. Sou louca pela disney, como Moana é pela água; partilho aquela rebeldia preguiçosa da Alex Russo; sou gémeos, de maneira que me identifico com as duas caras da Hannah Montana; tenho uma família enorme, somos quase uns Diaz na vida real; adoro animais, o que me aproxima da Lilo; amo a Belle e os seus livros. Não esqueço as vilãs destas histórias, por vezes conseguem ser melhor que os protagonistas. Esta sou eu traduzida num bocadinho de cada personagem que amo.
Colaboradora
0lá, sou a Bianca, irmã da Jessica e da Rita, as melhores bloggers do país e, agora comigo na equipa... hum, as melhores do mundo. Adoro livros como a Hermione e tenho sempre a resposta na ponta da linha como a Buffy. Amo dançar como a Tiana, sou sonhadora como a Ranpuzel e independente como a Merida. Já tenho idade para ir para Hogwarts e sonho em diva na ilha dos Perdidos (Descendentes). Sou a caçula da família e arrasei nesta apresentação.
*Fonte* A precisão da sua localização era facilmente contestável, encontrava-se rodeada de estantes recheadas de livros, talvez se trat...
Cartaz Semanal
Não, não é nenhum festival, apesar de ter atrações fantásticas. Cada cartaz corresponde a uma semana, tem um tema específico e cinco respetivos artigos.
Isto não é uma nota de suicídio
Pensamentos soltos, diálogos estranhos, teorias WTF, no fundo ideias que podem levar ao suicídio de muita gente.
Ligações Tranquilas
Quando um mundo te leva a outro. Quando um pensamento te recorda outro. Quando uma fotografia te leva a um livro. Terá esta experiência um nome? Não sei, talvez num outro idioma, numa vivência diferente exista uma palavra que descreva este voo de ideias. Eu, chamo-lhe: Ligações Tranquilas.
Citações de Situação
Um local reservado, neste blog, onde as mais diversas citações se situam.